25 de abr. de 2009
MG - Ouro Preto Sitiada
Quem esteve em Ouro Preto no dia 21 de abril de 2009, se deparou com uma cena que remete a um dos períodos mais obscuros da história do país: a ditadura militar. Um esquema de repressão montado pelo governo estadual colocou nas ruas e proximidades da cidade histórica, um aparato policial que impedia que a população e manifestantes se aproximassem da cidade, onde acontecia, na Praça Tiradentes, a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência. Só tiveram acesso à praça, por exemplo, convidados credenciados pelo cerimonial do governo com uma ‘pulseira azul’. A ação buscou intimidar o protesto dos mais de mil manifestantes que foram a Ouro Preto participar do Ato Público contra o governo estadual, organizado pelo Fórum Social Sindical, que congrega mais de 32 entidades representativas do funcionalismo público do estado e do município, e de trabalhadores da iniciativa privada, inclusive centrais sindicais.
Os 20 ônibus que saíram de Belo Horizonte passaram por várias barreiras policiais e os manifestantes sofreram pelo menos quatro vistorias antes de chegar à entrada da cidade. O Ato, que estava previsto para começar às 10h, teve início apenas às 11h30min,vez que a maioria dos manifestantes tiveram que marchar 6 km porque a cidade estava sitiada e nossos ônibus retidos antes de chegar na cidade. Na solenidade de abertura do Ato, foram homenageadas com a entrega da “Medalha da Conjuração Mineira”, personalidades que se destacaram na luta pela liberdade e em defesa dos direitos humanos. Alguns homenageados foram impedidos de chegar a Igreja das Mercês, onde acontecia o Ato.
Clique aqui e veja as fotos
veja aqui um relato sobre o dia 21
Fonte: Informe Sindifisco-MG - 22 de abril de 2009
13 de fev. de 2009
Sr. José - Anfitrião do Culto à Ciência
Ao perguntar sobre a história do colégio ao funcionário que passava, Sr. José, ele me mostrou outras árvores incluindo pau-brasil. Depois, num gesto cordial, me convidou a olhar a reforma que acontecia no prédio, quando pude conhecer o interior da construção que remonta ao Séc. XIX. Deu uma "aula" sobre a história desde a época da chamada Sociedade Culto à Ciência.
Alberto Santos Dumont; ele está sentado no chão, com o tronco torto e é o último do canto direito. Ele fez 3º. ano e parte do 4º ano primário.

Na rara foto acima, o aluno ao centro
9 de fev. de 2009
SAKURÁ - Cerejeiras no Circulo Militar de Campinas
"Prezados senhores componentes da Direção do CMC de Campinas, senhores e senhoras presentes.
Assumo dirigir-vos algumas breves palavras a fim de esclarecer alguns pontos referentes a esta cerimônia em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, e que tem sido tão auspiciosa desde o início.
Preciso explicar-lhes porque me arvoro a este papel. Partiu de mim a idéia de ter no clube um recanto japonês com o seu símbolo, que é o mesmo da felicidade, os sakurás. Tão logo apresentei a D. Regina Célia Moraes Barros, esposa do Presidente Executivo do clube, foi aceita imediatamente e implementada com a idéia desta homenagem à colônia japonesa, tão oportuna.
A idéia me ocorreu porque estou muito ligado ao Japão e à sua cultura. Sou casado com uma descente “nissei” desde 1966 e temos dois filhos que só nos têm dado alegrias. A minha netinha de cinco anos é como a luz que ilumina os meus dias e a mãe dela também é “nissei”.
Além disso, quando eu, engenheiro agrônomo trabalhava na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI da Secretaria de Agricultura de São Paulo, obtive uma bolsa de estudos de quatro meses no Japão, patrocinada pelo governo japonês através da Agência Organizacional para Cooperação Técnica – OTCA daquele país, com passagens e todas as despesas atendidas, sobejamente. Esta viagem me permitiu conhecer toda a ilha principal, onde se localiza Tóquio, a capital e onde ficava a minha sede, me fez imensamente grato àquele país. Ali fiz amizades que se arrefeceram com o tempo, mas que guardarei para sempre pelo que significaram para mim.
Isto explicado, preciso lhes dizer o porque do sakurá que ora plantamos. Normalmente é uma árvore produtora de frutos. Os Estados Unidos que representam o principal produtor mundial tem uma produção anual de aproximadamente 225.000 toneladas. Os vários países que compõem a Europa ocidental representam a segunda região produtora mundial onde são plantadas de 10 a 12 espécies, variando das mais ácidas para as mais doces.
No oriente, particularmente no Japão, as variedades têm sido selecionadas pela beleza de suas flores, e não pelos seus frutos, que a maioria não produz. O Japão tem hoje, mais de 1900 variedades disseminadas pelo mundo. São originárias do Japão as cerejeiras que dão fama e beleza à capital dos Estados Unidos, Washington D.C.
No Japão de ontem, as cerejeiras de algumas regiões montanhosas como por exemplo Yoshino, no sudeste, foram alvo de poemas e associadas à corte de três imperadores, especialmente Kusunoki Masashyse.
No Japão de hoje, famoso pela beleza dos sakurás nos jardins e parques e seus festivais que, na primavera têm, cada um, sua data marcada no calendário e, quando se reúne a respectiva comunidade, são passadas horas agradáveis de comunhão e lazer prazeiroso.
Senhoras e senhores, eu lhes prometi ser breve e não abusar de vossa paciência. Agradecendo a atenção, encerro minhas palavras. Obrigado a todos."
8 de fev. de 2009
O Povo Brasileiro
A caminho da Praia de Coqueirinho (município de Conde, Paraíba), passamos num vilarejo onde os moradores colocam uma pequena banca para venda de frutas que cultivam nos seus quintais.
6 de fev. de 2009
RECIFE I
a duas quadras do Mercado Municipal de Boa Viagem e do Supermercado Bom Preço. Além de estar na mesma quadra do renomado Restaurante Chica Pitanga.
SERVIÇO:
RECIFE MONTE HOTEL
Preço Internet: R$ 112,00 p/Casal (Jan/2009)
*Dica: Peça apto. nos andares já reformados (com piso frio no lugar do antigo carpete)
REST. CHICA PITANGA
Self Service de alto padrão: R$ 29,90/kg
7 de dez. de 2008
MANIFESTO DOS ANALISTAS TRIBUTÁRIOS DE BELO HORIZONTE
A OMISSÃO PODE SER DOLOSA?
Qualquer jovem estudante de Direito sabe que a omissão pode ser dolosa, seja no estudo da disciplina das ciências penais ou no Direito Civil. Aqueles que têm a obrigação de agir e não o fazem sofrem as conseqüências da lei ou, respectivamente, as penalidades oriundas dos contratos e outros atos negociais de direito privado.
Os fatos ocorridos na plenária da Câmara dos Deputados, no dia 02 de dezembro de 2008 são históricos para o cargo de Analista Tributário da Receita Federal do Brasil e, como marca em brasa, ficarão estampados para sempre na face da Diretoria Executiva Nacional do SINDIRECEITA em exercício. Se não em todos os seus diretores, ao menos numa parcela expressiva de seus membros.
Sempre buscamos espaço dentro do Órgão complexo, reacionário e avesso às mudanças, como é a Receita Federal do Brasil. Na luta pelo reconhecimento do cargo e sua importância para a sociedade brasileira, levantamos a bandeira da formalização em lei das atividades que cotidianamente realizamos. Mais ainda, lutamos pela desconcentração de atribuições, que hoje se aglutinam formalmente a um só cargo componente da carreira ARFB, como forma de melhor atender aos anseios da sociedade, fazer justiça fiscal e prestar um serviço de excelência àqueles que necessitam do Órgão. Na nossa reconhecida capacidade profissional e alta qualificação de nossos postos, justificamos a necessidade de revisão do status atual para um modelo gerencial de pessoas e cargos que atenda aos nossos anseios.
Enfim, procuramos sempre o fortalecimento do Órgão enquanto categoria, enquanto ATRFB que somos. É por essas e outras que repudiamos de forma veemente e aberta o discurso fácil, inconstitucional, rasteiro e eleitoreiro da unificação dos cargos componentes da carreira, hasteado e bradado por nossa DEN. Os ATRFB de Minas Gerais pretendem e necessitam mais do que nunca de valorização enquanto servidores de um cargo típico de Estado que ocupam. Não aceitamos mais o discurso do “trem da alegria”.
Nessa esteira precisamos nos questionar: onde estavam parte de nossos Diretores e o Presidente do SINDIRECEITA quando as emendas à MP 440/08 foram aprovadas no plenário da Câmara dos Deputados? Em antecipada campanha eleitoral país afora? Dolosamente omissos frente àquilo que a Sra. Secretária da RFB entende como solução para o Órgão? Qual a opinião de parte de nossos Diretores Nacionais sobre o “trem da alegria” que será submetido ao veto ou sanção do Presidente da República nos próximos quinze dias?
Nossa Diretoria Executiva Nacional, na figura de seu Presidente e de alguns diretores, assistiu de cadeira especial a nossa derrocada enquanto categoria, enquanto cargo de Estado. A troco (R$) de quê? Da nossa história de vinte e dois anos de carreira específica, da qual os servidores oriundos da previdência jamais fizeram parte? Do nosso argumento de capacidade técnico-profissional como meio de busca pelo fortalecimento do cargo? Dos nossos dez anos de aprovações única e exclusivamente de servidores de nível superior completo? Ou dos vinte e três anos sem qualquer acesso ao cargo senão através de concurso, privilégio nosso na carreira ARFB?
Vimos no dia 02/12/2008, o acesso derivado ao cargo de ATRFB, pela primeira vez na sua longa trajetória. Através de verdadeiro trem da alegria, servidores que jamais compuseram a carreira Auditoria Fiscal da Previdência Social, não possuem legalmente as atribuições de arrecadação tributária, mas prestaram concurso para cargos isolados de nível médio, na grande maioria de seus componentes, e não trazem consigo qualquer histórico dentro do Órgão, farão parte da carreira ARFB, caso não haja veto.
Entendemos a situação precária dos servidores oriundos da SRP, diante da indefinição de futuro enquanto servidores públicos, motivada pela fusão dos fiscos. Sabemos e vivenciamos sua capacidade técnica. Reconhecemos o direito à busca por melhores condições, sejam elas profissionais, pessoais ou financeiras. Porém, mérito, capacidade e competência de fato são requisitos reconhecidos somente através da única forma jurídica de acesso ao cargo ou emprego público: o concurso público. Nessa esteira, o que dirão os servidores administrativos e os SOAPS, que há anos labutam junto aos demais colegas da carreira ARFB? Desconsiderando os critérios legais (o que convenhamos é inadmissível), não teriam eles a preferência nesse tratamento?
Estamos diante de um trem da alegria, consubstanciado em trem da morte, para aqueles que prestaram concurso para o cargo de ATRFB. Uma lástima, resquício dos tempos anteriores a 1988.
Se a Sra. Secretária entende que a solução para a RFB passa por mais um vexame na sua trajetória, ao invés da consistente e perene capacitação de seus postos, renovação de seus quadros e se a nossa DEN se esquece dos colegas que não serão removidos, progredidos ou promovidos pelos próximos dez anos. Se relega nossas lutas, nossa qualificação e capacidade profissional amplamente reconhecida pela sociedade. Se a nossa DEN prefere uns trocados e votos a mais, podemos concluir finalmente que estamos ocupando um cargo sem qualquer futuro dentro do serviço público federal. Independentemente de veto ou sanção.
http://www.sindireceita-mg.org.br/index.php?cp_pagina=11&BoletimID=37&cp_acao=32


